O FESTIVAL VER E FAZER FILMES EM DEBATE

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9 de Junho 21h30 | Casa do Brasil | Lisboa uma iniciativa Buala e Xerem

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O Festival Ver e Fazer Filmes é realizado no Brasil pela Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho e o Instituto Cidade de Cataguases. É uma edição do CINEPORT – Festival de Cinema dos Países de Língua Portuguesa, cujo formato é mais direcionado à competição do cinema profissional em português, e alterna com o mesmo, com preocupações mais centradas na formação e no processo. Em 2010, o Festival movimentou em Cataguases (Minas Gerais), no período de 3 a 14 de Agosto, a produção de curtas-metragens de ficção e documentários, fóruns com especialistas, acções de intercâmbio entre jovens da região, oficinas preparatórias, exposições, teatro e shows musicais. A cidade foi palco de uma animada disputa que envolveu duas universidades e cinco equipas de jovens do Brasil, Moçambique, Angola, Cabo Verde e Portugal, este último representado pelos três jovens lacobrigenses Jorge Rocha, Lia Ramos e Sérgio Moreira.

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Mais informações sobre o festival www.festivalverefazerfilmes.org.br

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Esta apresentação em Lisboa, irá mostrar os documentários produzidos durante o Festival e pretende não só mostrar os filmes, mas também compreender e gerar debate em torno do processo de criação artística que preside estes Festivais. Assemelhando-se a um modelo de residência artística em cinema, tal estrutura impulsiona o desenvolvimento de filmes em formato intensivo e, pela sua natureza, acolhe e estimula criativos dos países de Língua Portuguesa, que se debatem com grandes assimetrias na sua produção cinematográfica.

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A apresentação dos filmes será complementada por um momento de conversa com o crítico de cinema António Loja Neves.

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Programação: DOCUMENTÁRIOS produzidos durante o Festival Ver e Fazer Filmes 2010:

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“A Espera no Quintal” Esperar e ter certeza de que os sonhos um dia vão se concretizar, quando já nada existe descobrimos o cruzamento de esperança. Direção: Emidio Josine | Direção de fotografia: Amancio Mondlane | Direção de som: Nelson Mondlane | Roteiro: de Ivaldo Neto | Produção executiva: Amanda Faulhaber | Montagem: Eduardo Yep | Pesquisa: Ivaldo Neto

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“Tempo-de-Criança” Um parque vazio procura ganhar vida buscando infâncias e um pouco de movimento. Direção: Tambla Almeida | Direção de fotografia: Arilson Almeida | Direção de som: David Cordeiro Lima Medina | Roteiro: Tambla Almeida, David Cordeiro Lima Medina, Arilson Almeida, Heitor Luchini, Marcela Andrade da Silva | Produção executiva: Heitor Luchini | Montagem: Bruno Rocha | Pesquisa: Marcela Andrade da Silva

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“Contracorrente” Contracorrente retrata os sonhos, desejos e frustrações do Rio Pomba e destaca sua importância para os que vivem em suas margens. Direção: Paulo Roberto de Souza Junior | Direção de fotografia: Leandro Cunha | Direção de som: Ismael Farias | Roteiro: Paulo Roberto de Souza Junior, Leandro Cunha, Ismael Farias, Andréa Toledo, Bruno Diego, Samantha de Almeida | Produção executiva: Samantha de Almeida | Montagem: Bruno Diego, Ismael Farias | Pesquisa: Andréa Toledo

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“Escrito nas Telhas” No Bairro Leonardo há lugar para sorrir. Agarra-se a vida com garra, soltam-se as amarras que prendem o ar. Direção: Jorge Rocha | Direção de fotografia: Lia Ramos | Direção de Som: Sérgio Moreira | Roteiro: Jorge Rocha, Lia Ramos, Sérgio Moreira | Produção executiva: Felipe de Souza Carvalho, Marise Paes Jenkins | Montagem: Rafael Fernandes | Pesquisa: Felipe de Souza Carvalho

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“Cicatrizes” Cicatrizes é uma história de futebol contada num dos contos do escritor cataguasense Luiz Ruffato mas que na verdade o conto tornou-se mesmo uma realidade. Direção: Manuel Narciso “Tonton” | Direção de fotografia: Milton Rosalino Xavier Machado | Direção de Som: Mawete Paciência Kiawa | Roteiro: Mawete Paciência Kiawa | Produção executiva: Thalita Hegina | Montagem: EdésioP. Souza | Pesquisa: Luiz Fernando

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Download do programa aqui (+)

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POLIGRAFIA DAS PÁGINAS DE JORNAIS ANGOLANOS DE ANTÓNIO TOMÁS – LISBOA

 

E já na próxima semana, às 21h30 de 29 de Março, na Sala Prado Coelho da Fábrica Braço de Prata, será lançado o mais recente livro do investigador e cronista António Tomás, com a presença do autor e leitura de Ângelo Torres, numa iniciativa da Editora Casa das Ideias em parceria com a XEREM e BUALA.

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António Tomás nasceu em Luanda, onde trabalhou como jornalista na Rádio Nacional de Angola e na Agência Angola Press, antes de se mudar para Lisboa. Licenciou-se em Comunicação Social pela Universidade Católica de Portugal. Trabalhou e colaborou em várias publicações, como o Jornal Público, onde assinou recensões críticas sobre literatura africana, e textos sobre cinema africano, dança e teatro. É autor de O Fazedor de Utopias: Uma biografia de Amílcar Cabral.   Este livro, nas palavras do autor, não é apenas “uma colecção de crónicas, ou compilação de textos” mas sim “um romance de ideias”, um “romance” de crónicas escritas sobre um modo de “pensar a sociedade angolana; (…) pensar política e poética”. Trata-se de um conjunto de crónicas publicado pela Editora Casa das Ideias, nas quais o autor fala de cinema, de música, de literatura, da tecnologia e do futuro, sempre atento ao que Angola produz – o bom e o mau – nestes campos. Apresenta-nos uma visão do quotidiano, do que se faz, hoje, dentro e fora do país, mas, quase sempre, com Angola e os angolanos como luz de fundo. Analisando questões políticas, raciais e culturais, ideologias, tendências, preferências, António Tomás elabora crónicas inteligentes, de alguém atento e conhecedor, que foge dos lugares comuns e até mesmo, por vezes, do “politicamente correcto” (expressão que encerra, também ela, muitos lugares comuns). São 250 páginas, nas quais se abordam diferentes questões em crónicas que agrupa sob os títulos: educação sentimental; questões literárias; imagens; sons; tecnologia; mundo; trevas; raça; política; país. Dentro destas temáticas actuais, traz-nos interrogações difíceis, como em Ofício: Registar a Morte ou, no âmbito das problemáticas nacionais, A Cor do Escritor Angolano, entre tantas outras. O estilo de António Tomás é inquisitivo, comparativo, lúcido. As suas crónicas são cultas, abrangentes e penetrantes, sem fugirem dos temas que se propõem desenvolver, de forma sintética e perspicaz, obrigando-nos a questionarmos as nossas próprias crenças e convicções, criando novas interrogações.

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LEIA ALGUNS TEXTOS DESTE LIVRO  NO BUALA

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Livraria da Fábrica Braço de Prata, 29/3/2011 às 21h30 Rua da Fábrica de Material de Guerra, n.º 1 (Poço do Bispo) 1950-128 Lisboa Tel. 216090816 / 934902381 www.bracodeprata.net Autocarros: 28, 718, 755, 210 (nocturno) GPS: 38.7433703/-9.1006499 XEREM | www.xerem.org BUALA | www.buala.org Casa das Ideias | casadasideiaseditorial@netcabo.co.ao

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