Hotel Trópico: artists in residence in LuandaHotel Trópico: residência artística em Luanda

Hotel Trópico é um projecto desenvolvido em Luanda pela artista Mónica de Miranda  e com curadoria de André Cunha.

Promovido pela Xerem, Hotel Trópico conta ainda com a produção de Hugo Salvaterra  e colaboração artística do cineasta Tiago Mata Angelino. A iniciativa faz parte de um processo de investigação que assume em Luanda a forma de residência artística e se insere dentro de uma série de outras residências que a artista tem vindo a desenvolver desde há dois anos.

Essas residências, realizadas em lugares distintos e especificos, dão corpo a diferentes narrativas  e compõem como que um estúdio itinerante de intercâmbios criativos e espaciais contextualizados dentro de países que foram palco para as múltiplas deslocalizações presentes na biografia da artista. Nas residências já desenvolvidas em 2011 na Capacete (Rio de Janeiro) e na Zero Point Art Gallery (Mindelo), a artista explora a experiência do lugar e as memórias inerentes a histórias pessoais e arqueologias familiares. Do processo criativo das residências irá resultar numa série de exposições com a curadoria de Gabriela Salgado, agendadas para final de 2012 em Lisboa e com itinerância durante 2013 em São Paulo, Mindelo e Luanda.

 .Para mais informações contactar: geral@xerem.org

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Mónica de Miranda (n. 1976, Porto / Portugal) vive e trabalha em Lisboa e Londres. Sua arte é de natureza participativa e colaborativa.  Mónica desenvolveu projetos coletivos e individuais e exposições, tais como: “L’Art est un esporte de combate” (Musée des Beaux Arts de Calais, França, 2011) “ And Then Again” (Museu da Cidade, Lisboa, 2010) “This Location”(Mojo galeria, Dubai, 2010),” She Devil “(Studio Stefania Miscetti, Roma 2010),” Underconstruction and  Novos  territórios “(Pav 28, Lisboa, 2009),” Mundos Locais “(Centro Cultural de Lagos / Allgarve, Portugal, 2008), “London Caravan” (Iniva, Londres, 2008), “Novas geografias” (198 Gallery, Londres / Plataforma Revólver, Lisboa / Imagem HF, Amsterdam, 2007-2008), “Paradise” (Museu de Arte Moderna Hertogenbosh, Holanda, 2007), “Do you Hear me” (Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2007), “United Nations” (Singapore Fringe Festival, Singapura, 2007), “Tuning” (File, New Janeiro, 2007).
Monica Miranda participou de vários projetos e residências como “Erosão” (Zero Gallery Point, Mindelo Cabo Verde, 2011), “Once upon a time” (Capacete, Rio de Janeiro, 2011), “Muyehlekete / Triangle Arts workshop (Museu de de Arte Moderna de Maputo, Maputo, Moçambique, 2008), “Living Together” (British Council, Geórgia / Londres 2008),), “Verbal eyes” (Trienal Tate Britain, Londres, 2009). “Travelling Art” (Tate Britain, Londres, 2008) “O Guru, o Turista e Globalização” (Fundação Oriente / Tamil Nadu, Índia, 2007), “Phoenix” (PAL, Zagreb, 2004), “When i Grow up” (SDB, Beirute, 2003).Mónica recebeu o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian (2009), DGA-Ministério da Cultura (2009), o Instituto Camões (2008), Arts Council of England (2006), Fundação Oriente (2007).O seu trabalho está representado em colecções nacionais e internacionais.

Tiago Mata Angelino (n.1975, Lisboa-Portugal) Vive e trabalha em Lisboa.
Tiago é um cineasta, fotógrafo, músico e produtor cultural. Tem vindo a colaborar com músicos, dançarinos e artistas plásticos. Tiago dirigiu e produziu diversos vídeos e filmes no género de música e documentários. Foi o assistente de direção do filme de Manoel de Oliveira “O Princípio da Incerteza”. Em 2009 fez a produção e a programação projeto executivo Africa.cont em Tercenas do Marquês. Foi o fundador da Phoenixartes, agência multimídia. Entre 2004 e 2008 era o diretor das Artes Incubadora que desenvolvia  concertos e exposições no CCB, Casa da Música, Coliseu do Porto, África Festival, com destaque para artistas como Baaba Maal, Bassekou Koyate, Philip Glass, João Maria e Mário Laginha, Chick Corea, Hermeto Pascoal.

André Cunha (n.1987, Luanda-Angola) Vive e trabalha entre Luanda e Lisboa. Andre é um curador e está atualmente a desenvolver o seu mestrado em Estudos Curatoriais da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e a Fundação Calouste Gulbenkian, sob a orientação do antropólogo José Fernandes Dias. Tem vindo a  desenvolver projetos com instituições diversas, como Carpe Diem Arte e Pesquisa, Fundação Calouste Gulbenkian e Galeria Graça Brandão, entre outros. Desde 2011 é  freelancer e desenvolve projetos independentes, com uma nova geração de produtores culturais de Angola.

Hugo Salvaterra(b.1985) Hugo é um angolano nascido na França que cresceu entre Angola, Portugal, Estados Unidos, Brasil e Reino Unido. Ele tem  mestrado em Gestão de Recursos Humanos e Relações Internacionais pela London Regent College . Formou-se em Psicologia Social e das Organizações do ISCTE (Instituto Superior de Estudos do Trabalho e as empresas) em Lisboa . Hugo é  também  professor qualificado de Inglês para estrangeiros pela Universidade de Cambridge. Trabalhou na Elite Angola em Recrutamento Internacional desde 2009 a 2011. Hugo também é fotógrafo e jornalista. Desenvolveu como produtor as seguintes exposições: Greenwich galeria, 2009, “As formigas, à sombra da multidão,” Lost Theatre, 2010 e Stitch  em  2011, em  Londres.

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Hotel Trópico is a project of Monica de Miranda, curated in Luanda by André Cunha.

Hotel Tropic is supported by Xerem and  has the production of Hugo Salvaterra and is a collaboration between the artistic director Monica de Miranda and Tiago Mata Angelino. The project is part of a work process that takes the form of an art residency and part of a series of residencies that the artist has been developing for two years, in various places.

The residencies function as a traveling  studio space and creative exchange that are contextualized within countries that define the artist multiple biography. In the residences developed in 2011 in Rio de Janeiro, in the Capacete, and in Mindelo, in the Zero Point Gallery, the artist explored the experience of place and memories pertaining to personal stories and family archeologies. The creative process of the residences will result in a series of exhibitions curated by Gabriela Salgado, scheduled for late 2012 in Lisbon and there will be an exhibition itenerancy during 2013, in Sao Paulo, Mindelo and Luanda.

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For Further information contac: geral@xerem.org 

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Mónica de Miranda (b. 1976, Porto/Portugal) lives and works in Lisbon and London. Her art is of a participatory and collaborative nature.
She developed collective and individual projects and exhibitions such as: “L’Art est un sport de combat” (Musée des Beaux Arts de Calais, France, 2011), “And then Again” (City Museum, Lisbon, 2010 ) “This Location” (Mojo gallery, Dubai, 2010), “She Devil” (Studio Stefania Miscetti, Rome 2010), “New Underconstruction and territories” (Pav 28, Lisbon, 2009), “Local worlds” ( Centro Cultural de Lagos/Allgarve, Portugal, 2008), “London Caravan” (Iniva, London, 2008), “New Geographies” (198 Gallery, London / Platform Revolver, Lisbon / Image HF, Amsterdam, 2007-2008), “Paradise” (Museum of Modern Art Hertogenbosh, Netherlands, 2007), “Do you Hear Me” (Fundação Calouste Gulbenkian, Lisbon, 2007), “United Nations” (Singapore Fringe Festival, Singapore, 2007), “Tuning” (File, New January, 2007).
Monica Miranda participated in several projects and residencies such as ” Erosion” (Zero Point Gallery, Mindelo Cape Verde, 2011), “Once upon a time” (Capacete, Rio de Janeiro, 2011), “Muyehlekete / Triangle Arts workshop (Museum of Modern Art Maputo, Maputo, Mozambique, 2008),” Living Together “(British Council, Georgia / London 2008),),” Verbal Eyes “(Triennial Tate Britain, London, 2009). “Art of Travel” (Tate Britain, London, 2008) “The Guru, the Tourist and Globalization” (Orient Foundation / Tamil Nadu, India, 2007), “Phoenix” (PAL, Zagreb, 2004), “When I grow up”(SDB, Beirut, 2003). Mónica has received support from the Calouste Gulbenkian Foundation (2009), DGA- Ministry of Culture (2009), Camões Institute (2008), Arts Council of England (2006), Orient Foundation (2007).
Her work is represented in collections nationally and internationally.

Tiago Mata Angelino (b.1975, Lisbon-Portugal). He lives and works in Lisbon.
Tiago is a filmmaker, photographer, musician and cultural producer. He has colaborate with musicians, dancers and fine artists. He has directed and produced various videos and films in the genre of  documentary, music and  performance. He was the directing assistent of the film by Manoel de Oliveira “O princípio da Incerteza”. In 2009 did the production and programming of the executive project Africa.cont in Tercenas the Marques. He was the founder of Phoenixartes, multimedia agency. Between 2004 and 2008 he was the director of the Incubator d’Arts promoting shows, concerts and exhibitions at the CCB, Casa da Musica, Porto Coliseu , Africa Festival, highlighting artists such as Baaba Maal, Bassekou Koyate, Philip Glass, Maria João and Mário Laginha, Chick Corea, Hermeto Pascoal.

André Cunha (b.1987, Luanda-Angola) is the producer and curator of the project in Luanda-Angola. He lives and works between Luanda and Lisbon. Andre  is a curator and he  is currently developing  his master’s in Curatorial Studies from the Faculty of Fine Arts, University of Lisbon and the Calouste Gulbenkian Foundation under the guidance of the anthropologist José Fernandes Dias. He has been developing projects with various institutions such as Carpe Diem Art and Research, Calouste Gulbenkian Foundation and Galeria Graça Brandão, among others. Since 2011 is a freelance and develops independent projects with a new generation of cultural producers from Angola.

Hugo Salvaterra (b.1985). Hugo is the producer of the project in Luanda, Angola. Hugo is an Angolan born in France and grew up between Angola, Portugal, United States, Brazil and the United Kingdom). He has a Masters in Human Resource Management and International Relations from London, Regents College. He graduated in Social and Organizational Psychology at ISCTE (Higher Institute of Labour Studies and the businesses) in Lisbon and he is a qualified Professor of English to non native speakers from the University of Cambridge. He worked at Elite Angolan Careers in International Recruitment from 2009 to 2011. Hugo is also a photographer, journalist and screenwriter. He developed as a producer the following exhibitions: Greenwich gallery, 2009, “Ants in the shadow of the crowd,” Lost Theatre, 2010 and Stitch – http:www.stitchproject.com 2011, London. He has contributed to a number of Magazines in London, Portugal and Angola.

Workshop e residência artística em Cabo Verde em parceria com a Galeria Zero Point Art Workshop and residency programme In Cape Verde In partnership with Zero Point Art Gallery

A XEREM em parceria com a galeria Zero Point Art do Mindelo/Cabo Verde está a desenvolver uma residência artística colaborativa, investigação e programa criativo entre Binu Bhaskar, Alex Silva e Monica De Miranda.
A XEREM também apoia a implementação de um workshop de fotografia de Binu Bhaskar  organizado pela Zero Point Art, oferecendo consultadoria, documentando e promovendo o evento junto de um público internacional.

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“Capturando a essência”
Workshop de fotografia
com Binu Bhaskar em parceria com a galeria Zero Point Art
17-27 de Outubro – Mindelo – Cabo Verde

Binu Bhaskar um artista residente no workshop “Home and Abroad” da Triangle Network em Portugal organizado pela Xerem em 2010, irá trabalhar com a Galeria Zero Point Art  e  o curador/artista Alex da Silva de Cabo Verde (também um artista residente no workshop da Triangle em Portugal 2010) para organizar um workshop de fotografia intitulado “Capturar a essência”, destinado a jovens artistas de Cabo Verde. O workshop incluírá diversas técnicas e abordagens à arte do retrato e da fotografia de paisagem. Os resultados finais culminarão numa exposição na galeria em Cabo Verde e numa galeria virtual da xerem.

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“Erosão”
Residência, investigação e programa criativo
Pesquisa colaborativa e residência artística
com os artistas Binu Bhaskar, Monica de Miranda e Alex da Silva
27 de Outubro a 4 de Novembro – Cabo Verde

Os artistas irão explorar as histórias e mitos da relação da paisagem erodida de Cabo Verde com a ideia de emigração e de retorno como um caminho para a prosperidade e desejo de trabalhar no exterior. Os artistas vão olhar para a cartografia do solo erodido como uma metáfora para a experiência da migração em Cabo Verde. Poucos ou nenhuns países têm experimentado a emigração de forma extensiva como Cabo Verde. A diáspora ultrapassa a população residente, e praticamente qualquer família tem membros emigrantes.

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Xerem in partnership with Zero Point ArtGallery from Mindelo/Cape Verde is developing a collaborative art residency, research and creative programme in between Binu Bhaskar, Alex da Silva and Monica De Miranda. Xerem is also supporting to implent a workshop of photography of Binu Bhaskar being organized by Zero Point Art gallery by offering consultation and documenting and promoting the event to an international audience.

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“Capturing the essence “
Photography workshop
with Binu Bhaskar in partnership with Zero Point Art Gallery
17-27 October – Mindelo , Cape Verde

Binu Bhaskar a resident artist in the “Home and Abroad” Triangle Network workshop in Portugal organized by Xerem in 2010, will work with Zero Point Art Gallery and curator/artist Alex da Silva from Cape Verde (also a resident artist in the Triangle Workshop in  Portugal 2011) to organize a photography workshop entitled “Capturing the essence” aimed at young artists from Cape Verde. The workshop will included range of techniques and aproaches to the art of portrait and landscape photography. The end results will culminate in an exhibition at the gallery in Cape Verde and at Xerem virtual gallery.

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“Erosion”
Residency , research and creative program
A collaborative research and art residency
with artists Binu Bhaskar, Monica de Miranda and Alex da Silva
27 October- 4 November Cape Verde

The artists will explore the stories and myths of the relationship of the eroded landscape of Cape verde with the idea of emigration and return as a path to prosperity and desire to work abroad. The artists will look into the cartography of the eroded soil as a metaphor for the experience of migration in Cape Verde . Few, if any, countries have experienced emigration as extensively as Cape Verde, the diaspora outnumbers the resident population, and virtually every family has emigrant members.

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